Alfredo Henrique

Exame aponta entrada na região temporal esquerda e saída do lado direito; laudo toxicológico ainda não ficou pronto

Alfredo Henrique

09/09/2026 17:50

Arquivo Pessoal

O laudo necroscópico de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, confirmou que a técnica em radiologia morreu em consequência de traumatismo craniano provocado por disparo de arma de fogo.

O documento — cujo teor foi confirmado à coluna por fontes que acompanham o caso — detalha ainda a trajetória do único projétil que atingiu a vítima. Segundo o documento, a bala entrou pela lateral esquerda da cabeça e saiu pela lateral direita, em uma região um pouco mais alta do crânio.

Ainda segundo o exame, o trajeto ocorreu “de trás para frente e da esquerda para direita”. O projétil não foi localizado após deixar o corpo. O laudo registra que Larissa foi atingida por um único disparo.

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A técnica em radiologia deixa um filho de 2 anos
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Ela passava por turbulência no relacionamento com o companheiro, um soldado da PM
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Larissa foi morta com tiro em banheiro de casa
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Larissa treinou tiro semanas antes de morrer
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Larissa enviou mensagens mencionando o consumo de remédios controlados
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Técnica em radiologia trocava mensagens com cunhada
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Ela admitiu ter tomado ao menos dez sedativos para dormir
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Cunhada se preocupa com Larissa
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Reprodução/Arquivo Pessoal
Marcas pelo corpo
A necropsia também identificou manchas roxas múltiplas na mão, no dorso do pé, no joelho e na perna. Outro achado descrito foi a presença de muitos fios de cabelo soltos aderidos à calça, sem manchas de sangue.
Os peritos responderam ainda negativamente ao quesito sobre eventual emprego de meio cruel, como asfixia, tortura, veneno ou fogo.
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Larissa foi encontrada morta no banheiro da casa onde vivia com o marido, o soldado Vinícius Costa Silva, em Embu das Artes, no domingo (6/9).
A arma funcional do PM estava sob o corpo. Vinícius foi preso no dia seguinte, durante o velório, e permanece no Presídio Militar Romão Gomes. A Polícia Civil apura se houve suicídio ou intervenção de outra pessoa. O laudo toxicológico ainda não ficou pronto.
O que diz a defesa do PM
O advogado Roberto Montanari, que representa o soldado Vinícius, afirmou à coluna que não teve acesso ao laudo e, por causa disso, não poderia comentá-lo.
Ele acrescentou ainda aguardar a conclusão da perícia residuográfica, na opinião dele, o exame “mais importante” para a investigação.
Com o resultado dessa análise, explicou, será esclarecido se há resíduo de pólvora na mão de Larissa e de Vinícius. “O resultado desse exame é crucial para o andamento do processo”, reforçou.
Até o momento, a Polícia Civil trata o caso como morte suspeita, trabalhando para esclarecer a circunstância em que ocorreu, além sobre a autoria do tiro fatal.


