Síndrome de Wellens é um padrão de eletrocardiograma (EGC) que normalmente representa um estreitamento crítico do descendente anterior esquerdo (DAE) na artéria coronária. As pessoas frequentemente têm dor no peito, que se resolve pelo tempo que elas chegam ao hospital. Complicações incluem um risco de 75% de infarto do miorcárdio (IM) dentro de semanas sem tratamento apropriado. Acredita-se que o mecanismo subsequente envolva a ruptura de uma placa arteroclerótica, levando ao bloqueio do DAE, seguido pelo desprendimento de coágulo antes do IM ocorrer. Em cerca de 90% dos casos, há um bloqueio perto do DEA proximal. Pode também ocorrer em vasopasmo coronário e cardiomiopatia de Takotsubo. O diagnóstico é baseado num ECG mostrando ondas profundamente invertidas ou ondas T bifásicas, em pelo menos nas pistas V2 e V3, quando a dor no peito é ausente. Outras descobertas incluem elevação do segmento ST de pelos menos 1mm, nas ondas Q e troponina normal ou levemente aumentada. Quando ocorre dor no peito, o EGC pode aparecer normal. Tratamento é pela intervenção percutânea coronária (ICP). Até que isso possa ser realizado, aspirina e heparina são tipicamente usados. A síndrome de Wellens é relativamente comum. Foi descrita pela primeira vez em 1982 por Hein Wellens.

Referências