Um homem de 32 anos suspeito de agiotagem e extorsão foi preso em flagrante no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, ele emprestava dinheiro com juros que chegavam a 40% ao mês e ameaçava as vítimas que não conseguiam quitar as dívidas.A prisão aconteceu depois que uma das vítimas procurou a polícia. Ela havia pegado R$ 500 emprestados com o suspeito e, mesmo depois de pagar aproximadamente R$ 1,4 mil, ainda era cobrada em cerca de R$ 5 mil.Desesperada com as cobranças, a vítima marcou um encontro com o suspeito em um bar e restaurante localizado a cerca de 40 metros de uma delegacia. Antes do horário combinado, porém, ela procurou os policiais e relatou o que estava acontecendo.Uma equipe acompanhou a movimentação e abordou o homem quando ele chegou ao estabelecimento para receber o dinheiro. Segundo os investigadores, o suspeito confirmou que aguardava uma pessoa que faria um pagamento.De acordo com a polícia, a investigação aponta que o homem atraía as vítimas inicialmente com empréstimos de valores menores, geralmente entre R$ 300 e R$ 400. Depois que o primeiro débito era quitado, eram oferecidas quantias maiores. Com juros de até 40% ao mês, as dívidas aumentavam rapidamente e se tornavam difíceis de pagar.Quando os pagamentos atrasavam, segundo a investigação, começavam as ameaças. O suspeito teria enviado mensagens de texto e áudios intimidadores e mostrado armas e munições como forma de pressionar as vítimas.Os investigadores também reuniram comprovantes de pagamentos, mensagens, áudios, imagens e vídeos que, segundo a polícia, demonstram a evolução das cobranças. No caso que levou à prisão, a vítima já havia desembolsado quase três vezes o valor inicialmente emprestado e, ainda assim, continuava com uma dívida muito superior ao empréstimo original.A polícia suspeita ainda que o homem não atuava sozinho. A investigação apura a possível participação de outras pessoas na abordagem de comerciantes e na oferta dos empréstimos. Segundo os investigadores, mulheres seriam procuradas com maior frequência por serem consideradas mais vulneráveis pelo grupo.Após a prisão em flagrante, a Justiça converteu a detenção do suspeito em prisão preventiva. Ele responde por crime contra a economia popular relacionado à prática de usura, conhecida como agiotagem, e por extorsão, devido às cobranças que, conforme a investigação, eram acompanhadas de violência ou grave ameaça.As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e apurar se mais pessoas participavam do esquema.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












