Enquanto a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) se aprofunda, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, segue pressionado na tentativa de apaziguar os ânimos entre os integrantes e cumprir os prazos estabelecidos para que as partes se manifestem.Nesta quarta-feira (9/9), o magistrado cancelou a sessão presencial do plenário que estava marcada após Flávio Dino derrubar uma decisão de André Mendonça e reconduzir Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal.Os ministros iriam deliberar sobre processos na sessão desta tarde, mas nenhum deles relacionado aos recentes episódios envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e Flávio Dino. Leia também Ramiro BritesAutor de ação contra Andrei, Novo também denunciou Moraes e Gonet no STF Milena TeixeiraBastidores: Lula participou pessoalmente da elaboração de nota sobre STF Manoela AlcântaraDino x Mendonça: as regras do STF sobre ministro derrubar decisão de outro Matheus LeitãoCresce no STF avaliação de que Mendonça exagerou ao falar em monitoramento A página oficial do Supremo chegou a publicar a lista de processos que seriam analisados, mas o conteúdo foi retirado do ar.O Supremo passa por sua pior crise da história com troca de acusações entre os integrantes da instituição. Fachin tem sido chamado para conter os ânimos e cessar os ataques dentro do Judiciário.Entenda a crisePF mapeou troca de mensagens e supostos encontros entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Andrei Rodrigues e Paulo Gonet também apareceram em mensagens do banqueiro.O ministro André Mendonça derrubou sigilo de relatório da PF.Com a crise instalada no Supremo, a PGR defendeu a nulidade dos atos de Mendonça.Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça no Inquérito das Fake News.André Mendonça apontou que era alvo de monitoramento ilícito da Polícia Federal.Relator determinou o afastamento do diretor-geral da PF.Dino mandou reintegrar os delegados à cúpula da Polícia Federal.5 imagensFechar modal.1 de 5Ministros André Mendonça e Alexandre de MoraesBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto2 de 5O presidente do STF, Edson Fachin, busca diálogo para crise na CorteLuis Nova/Especial Metrópoles3 de 5O ministro Flávio Dino, durante sessão do STFHugo Barreto/Metrópoles4 de 5Andrei RodriguesPF/Divulgação5 de 5Estátua da Justiça, em frente ao STFVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoNa semana passada, o presidente da Corte e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram para falar sobre a situação antes do evento de sanção de projetos que cria fundos para a Justiça Federal.Nesta semana, o magistrado esteve com integrantes do governo federal, como o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O encontro ocorreu após André Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da PF, o que arrastou o Executivo para o centro da crise. A AGU recorreu a Fachin para tentar suspender essa decisão.O presidente do STF estabeleceu datas para que todos os envolvidos na crise tenham o direito de se manifestar. Ele aguarda, até esta sexta-feira (11/9), as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.Nesta quarta-feira, entidades empresariais se manifestaram e divulgaram manifesto no qual cobram que o Supremo analise, em sessão pública e com “absoluta urgência”, a crise envolvendo os integrantes da Corte.O documento, intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, afirma que “ninguém está acima da lei”. As organizações ressaltam que há “crise institucional de extrema gravidade” e apontam o Supremo como o epicentro dessa situação.Moraes x MendonçaO pano de fundo da crise é o avanço das investigações envolvendo o caso do Banco Master.Andrei Rodrigues e Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF, foram afastados de seus cargos na cúpula da corporação, nessa terça-feira (8/9), por decisão do ministro André Mendonça. O magistrado apontou condutas suspeitas no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.Mendonça justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.Flávio Dino, no entanto, reconduziu os delegados aos cargos nesta quarta-feira. Segundo ele, Mendonça estaria interferindo na investigação ao afastar as chefias. O ministro ressaltou que a medida é inédita e que inquéritos policiais não podem ser afetados por “divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal”. Ele defendeu que o caso seja debatido no plenário da Corte. Fachin, no entanto, ainda não se manifestou sobre uma data para essa discussão presencial.













