São Paulo, BrasilMuito mais sério, sem distribuir sorrisos e verdades absolutas, quando assumiu a Seleção Brasileira, e foi tratado quase como uma divindade, Carlo Ancelotti fez a primeira convocação depois do fracasso da Seleção na Copa dos Estados Unidos.Nesta data Fifa, a Seleção enfrentará a Austrália e a Índia. Times escolhidos a dedo, para serem goleados, darem confiança aos jogadores e despertar, de novo, a atenção da população, frustrada por 28 anos de derrotas em Mundiais.Ele baixou a média de idade do Brasil. No Mundial foi de 28,6 anos. Nesta convocação, 24 anos.“Agora é um momento para priorizar isso, os jovens que têm potencial e podem estar no futuro. Uma coisa é certa. O jogador de 34 ou 35 anos não vai ter futuro, é o presente. “Se o jogador nessa idade está preparado para jogar uma competição importante, vai estar na Seleção. Mas agora a prioridade é essa, priorizar os jovens.”O recado foi dado a Neymar.Quem é o jogador de 34 anos que ainda tem defensores iludidos, que queriam o ídolo mídiatico na Copa de 2030, com 38 anos?Ancelotti não tem saída.É preciso mostrar que há vida sem Neymar e que ele é capaz de montar uma Seleção com potencial para vencer o próximo Mundial.A dor do fracasso está muito recente, foi só há três meses que o Brasil caiu eliminado diante da Noruega, nas oitavas-de-final. A desconfiança permeava o ar na sala de convocação da CBF, no Rio de Janeiro.Foi o primeiro passo do sonhado ciclo de quatro anos, que Ancelotti tanto clamava, até o Mundial de 2030. E desta vez, sem Neymar, de vez.Encurralado pelo constrangedor desempenho do Brasil na Copa, o italiano fez uma mescla entre atletas que atuam na Europa e jovens jogadores, atletas que atuam no país. A pressão da opinião pública, que ressaltava a falta de identidade do time caiu diante da Noruega. Eram apenas dois: Weverton e Alex Sandro. Desta vez foram dez.Hugo Souza (Corinthians), Pedro Morisco (Coritiba), Otávio (Cruzeiro), Arthur Dias (Athletico-PR), Matheuzinho (Corinthians), Breno Bidon (Corinthians), Danilo Santos (Botafogo), Gabriel Bontempo (Santos), Pedro (Flamengo) e Samuel Lino (Flamengo).O treinador deixou escapar na convocação e na sua postura na coletiva, que vai seguir pelo caminho que custou caro ao Brasil na Copa do Mundo dos Estados Unidos.Com dois jogadores marcadores no meio-campo e quatro atacantes.Desprezando, por exemplo, o talento de Matheus Pereira, meia clássico, inteligente, técnico, capaz de organizar as jogadas ofensivas. Ele foi o grande injustiçado na convocação de hoje.Ancelotti voltou a chamar um jogador que é reserva no seu clube: Endrick, do Real Madrid.“Às vezes, o objetivo do clube não é o objetivo da Seleção. Temos jogadores que pensamos que vão representar o futuro da Seleção e eles não estão jogando, temos que acompanhar esses jogadores, se eles não jogam, temos que dar a oportunidade de eles jogarem e progredirem.”Ancelotti chamou oito jogadores que jamais serviram à Seleção. Goleiro: Pedro Morisco (Coritiba) Goleiro: Otávio (Cruzeiro) Lateral-direito: Matheuzinho (Corinthians)Zagueiro: Arthur Dias (Athletico-PR), Zagueiro: Jair Cunha (Nottingham Forest), Lateral-esquerdo: Mauro Júnior (PSV), Volante: Breno Bidon (Corinthians), Volante: Gabriel Bontempo (Santos).As justificativas do treinador para tantos jogadores do futebol brasileiro e para os oito novatos.“A verdade é que estamos vendo todos os campeonatos e todos os jogadores brasileiros. Agora alguns jogadores do Brasil estão em condição física melhor porque o Campeonato Brasileiro está mais adiantado que outras ligas, mas não estamos priorizando jogadores que atuam no Brasil. “Os jogadores que chamei do Brasileirão estão bem e podem ajudar a Seleção. Também há jovens que não conheço, têm potencial e precisamos dizer a eles que estamos observando, precisamos preparar uma nova geração de jogadores para a Seleção.”A verdade é que Ancelotti está muito pressionado. Até o seu prestígio internacional, de treinador mais vencedor do planeta, com direito à conquista de cinco Champions, foi abalada pela decepcionante caminhada na Copa do Mundo.Ele terá o que tanto desejava, o ciclo de quatro anos para montar um time capaz de ganhar a Copa.Mas mesmo tão vivido, o italiano se mostrou abalado ao ter de relembrar o fracasso nos Estados Unidos.“Acho que a Copa do Mundo foi uma decepção para nós, para mim, não tivemos a possibilidade de chegar onde esperávamos. A eliminação contra a Noruega nos decepcionou muito, lamentamos muito, porque até o minuto 60 desse jogo o time jogou bem. “Tivemos dificuldade no primeiro tempo, mas depois, pouco a pouco, a equipe melhorou. A derrota contra a Noruega foi uma surpresa nesse aspecto, porque ninguém pensava em ser eliminado. Mas o esporte é assim. Depois, a reação de tudo isso a nível pessoal foi bastante complicada. “Em um clube você tem a possibilidade de reagir cedo, tem um outro jogo, outra competição, aqui é muito mais complicado o período de dificuldades, a tristeza da derrota fica um pouco mais no coração.”Ancelotti começa a entender a enorme responsabilidade que carrega. E da rara segunda chance que terá de fazer o Brasil campeão mundial de novo. Deu o primeiro passo nesta convocação. Só que precisa rever o conceito do meio-campo forte e não ter uma equipe aguda, que vive de velocidade, correria no ataque. E ter uma Seleção com posse de bola, domínio do jogo. Essa obsessão do treinador já se mostrou suicida nos Estados Unidos. Ele terá quatro anos para se conscientivar do que Espanha, Argentina e França fizeram na Copa.Aqui, a lista dos convocados.Goleiros: Hugo Souza (Corinthians), Pedro Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro).Defensores: Douglas Santos (Zenit), Matheuzinho (Corinthians), Arthur Dias (Athletico-PR), Gabriel Magalhães (Arsenal), Jair (Nottingham Forest), Marquinhos (PSG), Mauro Júnior (PSV), Vitor Reis (Manchester City) e Wesley (Roma).Meio-campistas: Andrey Santos (Manchester United), Breno Bidon (Corinthians), Bruno Guimarães (Arsenal), Danilo (Botafogo), Douglas Luiz (Aston Villa) e Gabriel Bontempo (Santos).Atacantes: Endrick (Real Madrid), Estevão (Chelsea), João Pedro (Chelsea), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Samuel Lino (Flamengo) e Vini Jr. (Real Madrid).O Brasil enfrentará duas vezes a Austrália, dias 25 e 29. E a Índia, 3 de outubro...

Na nova vida sem Neymar, Ancelotti repete o erro da Copa. Depois do fracasso, insiste em desprezar o meio-campo. Chama Pedro. Bidon e Bontempo as novidades
Na nova vida sem Neymar, Ancelotti repete o erro da Copa. Depois do fracasso, insiste em desprezar o meio-campo. Chama Pedro. Bidon e Bontempo as novidades · Imagem: Source: esportes.r7.com
Na nova vida sem Neymar, Ancelotti repete o erro da Copa. Depois do fracasso, insiste em desprezar o meio-campo. Chama Pedro. Bidon e Bontempo as novidades
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Breno Bidon foi uma das grandes novidades. Ao lado de Gabriel Bontempo Rodrigo Coca/Corinthians
Breno Bidon foi uma das grandes novidades. Ao lado de Gabriel Bontempo Rodrigo Coca/Corinthians · Imagem: Breno Bidon foi uma das grandes novidades. Ao lado de Gabriel Bontempo Rodrigo Coca/Corinthians
Na nova vida sem Neymar, Ancelotti repete o erro da Copa. Depois do fracasso, insiste em desprezar o meio-campo. Chama Pedro. Bidon e Bontempo as novidades
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Na nova vida sem Neymar, Ancelotti repete o erro da Copa. Depois do fracasso, insiste em desprezar o meio-campo. Chama Pedro. Bidon e Bontempo as novidades · Imagem: Source: esportes.r7.com
Gabriel Bontempo. Aposta na juventude. Justa a convocação. Vibração no meio-campo. Não organização Raul Baretta/Santos
Gabriel Bontempo. Aposta na juventude. Justa a convocação. Vibração no meio-campo. Não organização Raul Baretta/Santos · Imagem: Gabriel Bontempo. Aposta na juventude. Justa a convocação. Vibração no meio-campo. Não organização Raul Baretta/Santos
Na nova vida sem Neymar, Ancelotti repete o erro da Copa. Depois do fracasso, insiste em desprezar o meio-campo. Chama Pedro. Bidon e Bontempo as novidades
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