O filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou a ser investigado após uma série de suspeitas envolvendo emendas parlamentares, contratos públicos e o financiamento da produção, com recursos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Nesta quinta-feira (10/9), um dia após o ministro André Mendonça homologar a delação de um empresário que relatou empasses para o fundo ligado ao financiamento do filme, a Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up, que tem entre os alvos o deputado Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora do filme.As apurações buscam identificar se recursos do orçamento público — indicados por parlamentares federais e estaduais para projetos culturais e esportivos — foram indireta ou diretamente canalizados para financiar ou viabilizar a estrutura da obra cinematográfica gravada em inglês. Leia também Igor GadelhaAlvo da PF, produtora do Dark Horse é pressionada a fazer delação BrasilCaso Dark Horse volta a elevar temor em aliados de Flávio com STF e PF BrasilSaiba quem é o empresário que fechou delação sobre repasses a Dark Horse Igor GadelhaMendonça homologa delação do empresário que fez repasses para Dark Horse As suspeitas incidem sobre redes de entidades sem fins lucrativos e empresas terceirizadas, entre elas o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a Academia Nacional de Cultura (ANC) e a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa-metragem.Veja a cronologia:O filme aborda a história de Jair Bolsonaro até a chegada à Presidência da República e ganhou notoriedade após a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pedir apuração de repasses de emendas parlamentares destinadas à produtora do filme.Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, determinou que o deputado Mario Frias apresentasse informações sobre a destinação dos recursos.À época, Frias negou ao STF de que teria destinado R$ 2 milhões em emendas para o filme. A defesa do deputado pediu o arquivamento da apuração e afirmou que a informação sobre o uso dos recursos para a produção é “absolutamente falsa”, ressaltando que a verba não foi destinada a qualquer produção cinematográfica.Em maio, o Intercept Brasil revelou conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro nas quais é mencionado um pagamento de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme. O valor discutido teria chegado a cerca de R$ 134 milhões.Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.O dinheiro teria sido enviado a um fundo nos Estados Unidos gerido pelo advogado brasileiro Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive autoexilado no Texas.DelaçãoNessa quarta-feira (9/9) o ministro André Mendonça homologou o acordo de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, mais conhecido como “Mineiro”.O empresário é dono da “Entre Investimentos”, empresa usada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para repassar recursos para o filme Dark Horse, que é sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.O empresário tinha fechado o acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que enviou o caso para Mendonça decidir se homologava ou não.








