Igor Gadelha

Recurso da AGU está nas mãos do presidente do STF, Edson Fachin, que deu 72h para André Mendonça explicar o afastamento do chefe da PF

Igor Gadelha

09/09/2026 09:43

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

A Advocacia-Geral da União (AGU) pretende insistir com seu recurso no STF mesmo após o ministro da Corte Flávio Dino reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (9/9).

Andrei havia sido afastado do cargo na terça-feira (8/9) por ordem do ministro André Mendonça. Em reação, a AGU ingressou com um recurso alegando que o ministro violou prerrogativa do presidente da República com a decisão.

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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Ministro André Mendonça do STF
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Andrei Rodrigues foi afastado da chefia da PF
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O recurso está nas mãos do presidente do STF, Edson Fachin, que deu 72h para Mendonça explicar o despacho. Nesse intervalo, porém, Dino acabou um pedido direto feito por Andrei e reintegrou o delegado ao cargo.
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Após a decisão de Dino vir à tona, integrantes da cúpula da AGU informaram à coluna que o órgão vai insistir com seu recurso. O argumento é de que os argumentos do recurso são “sólidos” e que cabe a Fachin tomar uma decisão.
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A aposta na AGU é de que o presidente do Supremo deve suspender todas as decisões — tanto a de Mendonça quanto a de Dino — até que o próprio Fachin tome uma decisão sobre o afastamento ou não de Andrei da direção da PF.

