Pareiorhina pelicicei é uma espécie da família Loricariidae e do gênero Pareiorhina.

Taxonomia Pareiorhina pelicicei foi descrita formalmente pela primeira vez em 2015 pelos ictiólogos brasileiros Valter Monteiro de Azevedo-Santos e Fábio Fernandes Roxo, tendo como localidade-tipo o córrego Tamborete, um afluente do rio Grande, na porção superior da bacia do rio Paraná, nas coordenadas 20°38'38"S, 46°10'13"W, no município de Capitólio, em Minas Gerais. O Catalog of Fishes de William N. Eschmeyer classifica o gênero Pareiorhina na subfamília Hypoptopomatinae, os cascudinhos, dentro da família Loricariidae.

Etimologia Pareiorhina pelicicei pertence ao gênero Pareiorhina, nome que combina pareiá, significando “bochecha”, com rhina, derivado de rhínē, que significa “lima” ou “raspador”, provavelmente em alusão às laterais ásperas da cabeça. O nome específico homenageia o ictiólogo brasileiro Fernando Mayer Pelicice, da Universidade Federal do Tocantins, em reconhecimento às suas pesquisas sobre ecologia de peixes e os impactos de barragens sobre peixes neotropicais.

Descrição Pareiorhina pelicicei possui 7 raios moles na nadadeira dorsal e 5 na nadadeira anal, atingindo um comprimento padrão de 4,7 cm. Esta espécie pode ser distinguida de todas as demais do gênero por apresentar menor número de vértebras e uma cúspide lateral em seus pequenos dentes.

Distribuição e habitat Pareiorhina pelicicei é endêmica do Brasil, sendo conhecida apenas de sua localidade-tipo, o córrego Tamborete, em Capitólio, em Minas Gerais. A espécie foi coletada em um riacho de águas claras com substrato composto por rocha exposta e cascalho, sendo os peixes geralmente encontrados em trechos lóticos do curso d’água. Entre os peixes amostrados nos mesmos trechos estavam Psalidodon scabripinnis e espécies de Trichomycterus.

Estado de conservação Pareiorhina pelicicei foi registrada apenas em sua localidade-tipo, e a área ainda não foi amplamente estudada por ictiólogos. Assim, a extensão de sua distribuição, sua biologia e as possíveis ameaças às suas populações permanecem pouco conhecidas. A União Internacional para a Conservação da Natureza classificou esta espécie como “Dados insuficientes” (DD).==Referências==

Ligações externas Documentos sobre Pareiorhina pelicicei na Biodiversity Heritage Library Observações de Pareiorhina pelicicei no iNaturalist Pareiorhina pelicicei no GBIF