Milena Teixeira

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito defendeu o ministro após críticas à atuação da AGU em meio à crise envolvendo STF e PF

Milena Teixeira

10/09/2026 16:00, atualizado 10/09/2026 16:03

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Alvo de críticas de uma ala do PT e de setores do Palácio do Planalto por sua atuação à frente da Advocacia-Geral da União em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal, o ministro Jorge Messias recebeu o apoio de um grupo de evangélicos progressistas.

Também religioso, Messias foi defendido em comunicado divulgado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.
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Lula e Jorge Messias
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias
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Ministro da AGU, Jorge Messias
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Na publicação, o grupo afirma que é legítimo discordar da atuação institucional da AGU, mas considera inadequado transformar a decisão do ministro em questionamento sobre sua idoneidade ou relacioná-la à sua fé cristã.
“Nesse contexto, o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi criticado porque a AGU decidiu não questionar judicialmente determinadas decisões do Supremo. Pode-se discordar dessa posição.Não se pode atacar sua idoneidade nem insinuar que a decisão institucional decorreu do fato de Messias compartilhar a fé cristã com outras autoridades”, diz o grupo no comunicado divulgado na terça-feira (7/9)
A manifestação ocorre em um momento de forte pressão política em torno das investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e possíveis conexões com integrantes dos meios político e jurídico.
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Segundo a Frente, as revelações relacionadas ao caso exigem “investigação rigorosa, transparência e coragem”. O grupo também defende que eventuais suspeitas sejam apuradas sem que interesses políticos, jurídicos ou eleitorais sirvam para esconder informações.
Na avaliação dos evangélicos progressistas, uma eventual contestação judicial por parte da AGU poderia acabar sendo utilizada pela defesa de Vorcaro em uma estratégia para tentar anular o processo.
A entidade sustenta que a postura adotada por Messias também evitou que o presidente Lula fosse diretamente arrastado para a crise e acusado pela oposição de tentar interferir ou esconder fatos.
A carta ainda faz referência ao texto bíblico de Gálatas 6:2 — “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo” — para defender uma postura de responsabilidade e respeito diante do episódio.
Nesta quinta-feira (10/9), a frente também divulgou uma carta ao ministro do STF André Mendonça, que está no centro da crise.
Como a coluna mostrou, uma ala do Planalto tem feito ressalvas à atuação de Messias e avalia, inclusive, que sua indicação ao STF perdeu força após os recentes acontecimentos.


