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Malu Gaspar

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O ministro do STF Kassio Nunes Marques durante sessão plenária em junho de 2026 — Foto: Rosinei Coutinho/STF
A decisão do ministro Kassio Nunes Marques de se declarar impedido no julgamento sobre Alexandre de Moraes favorece o colega e fragiliza o relator do caso Master, André Mendonça. Na prática, o afastamento de Kassio do julgamento faz com que Mendonça perca um aliado na sessão que vai decidir se abre ou não uma investigação contra Moraes por conta do relatório da Polícia Federal que detectou 52 mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.
“Nunca troquei mensagem, não há registro de mensagem minha com Daniel Vorcaro. No entanto, entendo que tenho uma missão constituída pela Constituição Brasileira e que até agora tem sido confiada por Deus… Eu entendo que essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio das eleições de 2026, que é daqui a 18 dias. Na condição de presidente do TSE não me sinto confortável para participar do julgamento", disse Nunes Marques.
Conforme revelou o Estadão, o Banco Master enviou R$ 6,6 milhões à Consult, empresa de consultoria que fez pagamentos entre agosto de 2024 e julho de 2025 ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho de Kassio. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações do Master identificou 11 transferências para Kevin, que totalizam R$ 281,6 mil.
Há seis meses Kassio segura uma ação no Supremo que cobra a instalação da CPI do Master. Apesar da morosidade do magistrado para decidir, há sólida jurisprudência do STF a favor da instalação das comissões quando o requerimento para a criação desse tipo de colegiado supera o mínimo de assinaturas necessárias.
Mais recente Próxima Julgamento de Moraes: ministro usa tese ventilada por Vorcaro para tentar escapar de investigação

