A empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, e um dos alvos da operação que mira produtores do filme Dark Horse, nesta quinta-feira (10/9), prestou serviços à campanha do deputado Mario Frias (PL-SP), na eleição de 2022. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou que ela manteve proximidade política com o parlamentar desde então.Frias também foi alvo da PF. Por determinação da Corte, ele está proibido de deixar o país e de se comunicar com outros investigados. É investigado o suposto desvio de emendas parlamentares para bancar a obra. Leia também BrasilFlávio acusa Dino de agir politicamente e nega verba pública em Dark Horse Igor GadelhaAmigo de Flávio, marqueteiro repassou R$ 1 milhão à produtora do Dark Horse BrasilDark Horse: Flávio Dino proíbe Mario Frias de deixar o país Manoela AlcântaraMoraes cancelou pronunciamento devido à operação sobre filme Dark Horse “Karina Gama é apresentada como empresária ligada à produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e como pessoa que manteve proximidade política com o deputado federal Mário Frias, inclusive participando de sua campanha eleitoral em 2022”, escreveu.EntendaDino é o relator do inquérito que apura supostos desvios de emendas parlamentares para o filme.Dark Horse é um longa-metragem, ainda não lançado, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro na campanha de 2018.A PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira.O deputado Mario Frias está entre os alvos.O STF proibiu o parlamentar de deixar o país e de se comunicar com outros investigados.Há mais uma investigação sobre a obra no Supremo, que está sob relatoria de André Mendonça.Duas entidades de propriedade de Karina da Gama — o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC) — também foram alvo de buscas pelos investigadores.“Também é mencionado que empresa de sua propriedade prestou serviços à campanha do parlamentar e que, posteriormente, o ICB recebeu recursos oriundos de emendas parlamentares de sua autoria”, destacou Dino.Na decisão, o relator aponta que outros investigados também fizeram doações para a campanha do deputado. São eles:Luiza Tessari Rocha Dias — Empresária, sócia-administradora das empresas 2N Construtora e Incorporadora Ltda. e Corredor Park 1 Spe Ltda.Rudyge Alex Scatolini Boldrini — Dono de empresa de Ensino de arte e cultura não especificado registrada em Pirassununga.4 imagensFechar modal.1 de 4Dino autorizou operação contra produtora de filme de BolsonaroReprodução2 de 4STF também investiga suposto desvio de emendas para o filmeMetrópoles3 de 4Cena de filme de Bolsonaro é alvo de investigação da PF Reprodução4 de 4Deputado está proibido de deixar o paísBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoFilme investigadoA operação, autorizada por Dino, cumpre 49 mandados de busca e apreensão em produtoras ligadas à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.A PF apura o suposto desvio de emendas parlamentares para custear a obra. A restrição de manter contato com os demais investigados e de sair do país recai também sobre todos os 29 alvos da operação desta quinta-feira.Segundo o relator, há a suspeita de existência de uma organização criminosa integrada por Mario Frias.“Assim sendo, já por ocasião da instauração, foram encontrados indicativos da prática de crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato, contratação direta ilegal, falsificação de documento particular e falsidade ideológica e uso de documento falso, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa”, destacou.As buscas foram realizadas em endereços das seguintes unidades da Federação: Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. Além de apreenderem aparelhos eletrônicos e documentos, agentes encontraram armas e veículos de luxo em endereços relacionados aos alvos. O material recolhido será analisado no decorrer da investigação.












