Para Marcelo Tokarski, pesquisa BTG-Nexus mostra que o primeiro turno ainda está longe de uma definição e eleitor não polarizado decide

9 set 2026 - 04h58

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- Por: Marcela Ferreira

'A gente está diante de uma eleição talvez mais apertada do que a de 2022', diz CEO da Nexus:

A disputa pela Presidência da República está cada vez mais apertada, segundo a pesquisa BTG-Nexus divulgada nesta terça-feira, 8. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno, embora os dois permaneçam tecnicamente empatados, segundo o levantamento. A crise no STF pode ter afetado a campanha do petista, segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

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Tokarski diz que o resultado representa um sinal de alerta para Lula, mas ainda não permite afirmar que Flávio esteja em uma trajetória consolidada de crescimento. Segundo ele, a eleição permanece extremamente acirrada e é necessário acompanhar as próximas rodadas para identificar se o movimento se mantém. “Agora é cedo para falar em tendência”, afirmou ao Terra.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Foto: Foto: JOãO AURéLIO/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Nexus realizou 13 rodadas de pesquisa desde março. De acordo com Tokarski, em 11 das 12 rodadas anteriores, Lula e Flávio permaneceram dentro da margem de erro, com exceção de uma pesquisa realizada em junho, quando o presidente apareceu à frente fora da margem.

“A gente já sabia que está diante de uma eleição extremamente apertada, talvez mais apertada que a de 2022”, disse o CEO. Segundo Tokarski, Lula aparecia uma semana atrás um ponto à frente de Flávio. Agora, o cenário se inverteu: o ex-presidente aparece um ponto numericamente atrás. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, diferenças de até quatro pontos configuram empate técnico.

Por isso, o CEO afirma que será preciso observar os próximos levantamentos antes de falar em uma mudança efetiva na disputa. “Para a gente falar em tendência, daqui a uma semana o Flávio tem que manter esse um ponto à frente, ou ampliar esse ponto”, explicou.

Crise do STF afeta eleitor não polarizado

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master na última semana também pode ter influenciado o cenário eleitoral, na avaliação de Tokarski. O CEO afirma que o episódio parece ter produzido um efeito principalmente entre os chamados eleitores não polarizados, aqueles que não rejeitam nem Lula nem Flávio e, portanto, podem mudar de posição com maior facilidade.

Para ele, a rejeição aos dois candidatos não teria aumentado significativamente. O que teria mudado seria a distribuição dos votos desse eleitorado mais volátil. Ele destaca que, pela primeira vez, Flávio aparece com votação numericamente superior à de Lula justamente nesse grupo.

“A questão do Supremo parece ter afetado um pouco mais a candidatura do presidente”, avaliou. O CEO, porém, fez uma ressalva: ainda não é possível saber se esse comportamento será mantido até o segundo turno. “É cedo de novo para dizer que isso vai se manter assim, que esse eleitor, que é um eleitor mais volátil, vai seguir com essa opinião até o dia 25 de outubro", comenta.

Mudança no cenário

Ele diz ainda que o momento é mais favorável à candidatura de Flávio do que à de Lula. Segundo ele, o candidato vem melhorando indicadores da pesquisa, enquanto isso não ocorre com o presidente, especialmente quando se observa a avaliação de seu governo.
“Flávio está no melhor momento para a candidatura dele, do que para a candidatura do Lula, porque ele vem melhorando os seus indicadores, quase todos, coisa que não está acontecendo com o presidente, quando a gente olha não só para a votação, mas principalmente para a aprovação do governo dele", pondera.
Fonte: Portal Terra
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