O ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira. A decisão acontece em meio a uma grave crise que o Judiciário do nosso país enfrenta.Um problema institucional que pode parecer distante da vida de quem acorda cedo, trabalha, paga contas, cria os filhos e tenta simplesmente seguir a vida. Mas não podemos fechar os olhos para o filme de terror que está passando diante de nós.Quando existe uma crise dentro da mais alta Corte do país, não estamos falando de uma disputa entre direita e esquerda. É mais profundo que isso. É sobre o que acontece quando a principal instância da Justiça transmite insegurança. Quando quem deveria garantir as regras do jogo passa a gerar dúvidas sobre elas.Uma democracia precisa de instituições fortes. E instituições fortes não são aquelas que nunca têm divergências. Pelo contrário. Ministros podem discordar. Juízes podem interpretar uma mesma questão de maneiras diferentes. Faz parte.Para quem está fora de Brasília, talvez seja natural pensar: “Não tenho nada a ver com isso”. Ah, tem sim. O cidadão precisa entender que uma crise institucional como essa não pode ficar restrita aos gabinetes. O Supremo precisa preservar sua força, independentemente de quem ocupa suas cadeiras. A Justiça não pode ser enfraquecida por conflitos entre seus próprios julgadores.E ela, a tal da Justiça, não se sustenta apenas em decisões, mas também em ética e credibilidade. E é isso que devemos cobrar nas urnas este ano, ao escolher o presidente da República e os senadores, autoridades que participam diretamente da indicação e aprovação dos ministros do STF. Afinal, até 2030, o próximo chefe do Executivo poderá indicar até quatro novos ministros à Corte. Em um tribunal formado por 11 integrantes, são mudanças com potencial para redefinir os rumos do Judiciário brasileiro.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp







