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Gerando resumo

Foto: Felipe Rau/Estadão

Entrevista comLui Carvalhodiretor do SP Open

O SP Open, torneio de nível WTA 250 disputado no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, chega à segunda edição neste sábado, 12, sem a participação de Beatriz Haddad Maia, uma das principais responsável pela existência do torneio e atualmente em pausa na carreira. Esse mérito da tenista paulistana é reconhecido por Lui Carvalho, diretor do SP Open, que viabilizou a criação do evento a partir da grande fase vivida por Bia entre 2022 e 2024.

“Obviamente, a gente adoraria contar com ela, mas eu acho que ela já cumpriu um pouco o papel dela com o tênis brasileiro. Ela não precisa fazer mais nada, ela já é a segunda maior tenista de todos os tempos no Brasil”, opina o empresário ao Estadão.

“Ela é a razão pela qual o SP Open existe, sem dúvida alguma. Não fosse ela abrindo portas, trazendo mais marcas para apoiar o nosso esporte, aparecendo na TV praticamente toda semana, pelos resultados e pela pessoa que ela é… as pessoas se identificam muito com o carisma dela, uma pessoa simples, positiva, lutadora", conclui.

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A concepção do torneio se deu por meio de conversas entre os dois. Bia cobrava Lui, também diretor do Rio Open, que o Brasil também tivesse um torneio do circuito principal da WTA.

“Eu dizia a ela: ‘quando você for top 20, eu trago um WTA’. Não lembro exatamente qual era o ranking que eu falava, mas era isso”, conta. A tenista alcançou o top 20 pela primeira vez em 15 de agosto de 2022. Um ano depois, em junho de 2023, havia se tornado top 10.

Embora sem Bia Haddad na nova edição, o SP Open conseguiu trazer mais tenistas renomadas em 2026 do que em 2025. Entre as principais tenistas confirmadas, estão a canadense Leylah Fernandez, vice-campeã do US Open em 2021, e a espanhola Paula Badosa, ex-número 2 do mundo. Yulia Putintseva, casaque que já integrou o top-20, e a alemã Eva Lys, de 24 anos, fenômeno nas redes sociais e ex-top-40, também são atrações.

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“Depois que você vai consolidando um pouco o evento, criando uma credibilidade com o tour, com as jogadoras, naturalmente elas são mais abertas a fazer a viagem. A gente sabe que elas saem de Nova York, vêm para São Paulo e depois a próxima gira é na Ásia. Então, é uma viagem longa”, diz Lui.

O SP Open começa a ser disputado neste sábado, 12, com a fase qualificatória, que se estende até domingo. Já o início da chave principal está previsto para segunda-feira, 14.

Lui Carvalho, diretor do SP Open, durante a montagem da edição de estreia, em 2025. Foto: Felipe Rau/Estadão
Leia a entrevista completa com Lui Carvalho, diretor do SP Open:
Houve uma evolução no nível das competidores em relação ao ano passado. Teremos Leylah Fernandez, Paula Badosa, Putintseva, entre outras. Você vê algum impacto direto de uma boa impressão sobre a primeira edição para tornar a segunda mais atrativa?
É uma combinação de fatores. No passado, a gente confirmou o SP Open relativamente em cima, algumas tenistas inclusive já tinham meio que feito o planejamento delas. É natural que, para uma primeira edição, fiquem um pouquinho mais reticentes, porque quando você faz o primeiro ano não está redondo, as coisas ainda não funcionam perfeitamente.
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Acho que ter feito uma primeira edição de sucesso, super bem avaliada pela pelas jogadoras e pela WTA, ajuda muito a gente a atrair essas meninas. Existe um fator conversa de vestiário que eu realmente acredito demais, das meninas poderem falar: ‘eu fui em São Paulo, eu vi que a cidade é legal, o evento é bem organizado’.
Um diferencial enorme no SP Open é que elas jogam com a quadra cheia praticamente todos os jogos. Isso não é normal no WTA 250, estarem jogando para 2,5 mil, 3 mil pessoas numa primeira rodada.
Quem sabe nas finais, sim, mas nas primeiras rodadas normalmente não tem essa adesão de público. No SP, realmente, desde o primeiro dia, desde o qualifying, já estava lotado. E eu lembro de ter ouvido comentários das jogadoras, inclusive falando: ‘Nossa, nunca vi isso, que incrível esse mercado’.
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Depois que você vai consolidando um pouco o evento, criando uma credibilidade com o tour, com as jogadoras, naturalmente elas são mais abertas a fazer a viagem. A gente sabe que elas saem de Nova York, vêm para São Paulo e depois a próxima gira é na Ásia. Então, é uma viagem longa.
Enfim, a gente está muito feliz com a Badosa, a Leylah Fernandez, a Eva Lis, que é uma jogadora espetacular também, esteve entre as entre as top 40, a Putintseva. Então, assim, tem vários nomes legais com os quais o público se identifica porque já viu jogar contra a Bia ou já viu jogar no circuito. Isso ajuda bastante a gente continuar nessa construção.
Você mencionou a Bia Haddad, que não vai disputar essa edição porque decidiu fazer uma nova pausa na carreira. Ela faz muita falta para o evento? Qual a importância que ela teve para que o SP Open exista hoje?
Eu sou muito próximo dela e, enfim, apoio demais a decisão dela, entendemos. Obviamente, a gente adoraria contar com ela, mas eu acho que ela já cumpriu um pouco o papel dela com tênis brasileiro. Ela não precisa fazer mais nada, ela já é a segunda maior tenista de todos os tempos no Brasil.
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Ela é a razão pela qual o SP Open existe, sem dúvida alguma. Não fosse ela abrindo portas, trazendo mais marcas para apoiar o nosso esporte, aparecendo na TV praticamente toda semana, pelos resultados e pela pessoa que ela é… as pessoas se identificam muito com o carisma dela, uma pessoa simples, positiva, lutadora. Ela superou tantas adversidades na carreira dela.
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Ela tem muitas das características que o brasileiro gosta e por essa razão o SP Open foi criado em conversas com ela. Eu, em algumas entrevistas, já contei de quando falei: ‘Bia, quando você for top 20, eu trago um WTA para o Brasil’. Eu não lembro exatamente qual que era o ranking, mas ela falava. ‘Luí, eu quero jogar um WTA no Brasil. Quando vai ter?’. Eu falava: ‘Quando você for top 20’.
Isso, não sei se é top 20, top 50 ou top 10, eu não lembro exatamente qual era a métrica, mas ela atingiu e ela falou: ‘Luí, agora, agora é com você’. E eu falei: ‘Me dá um pouquinho, uns aninhos’, porque não é um projeto que a gente tira do papel de um ano para o outro, mas é muito nessa onda positiva da Bia, do tênis.
Acho que vale muito também mencionar que a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos, da Laura e da Luísa, também foi um grande catalisador do nosso esporte e deu uma visibilidade enorme ao tênis. Isso ajudou muito a chegar onde a gente está hoje. Então, assim, infelizmente não teremos a Bia, mas, ainda assim, acredito que as outras meninas vão lutar ainda mais duro para poder carregar esse legado, ganhar alguns jogos, avançar na chave.
Acho que sem a Bia a chave abre um pouco e vamos ver quais serão as surpresas do SP desse ano, principalmente em relação às brasileiras.
Inclusive, assim como no ano passado, vocês deram espaço de novo para duas promessas brasileira, a Naná Silva e a Victoria Barros, ambas de apenas 16 anos...
A Vitória e a Nauhany são duas meninas de ouro, dois fenômenos. Realmente, às vezes a gente não tem a dimensão do feito que elas já têm no tênis.
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Quantas meninas não estão pegando uma raquete por causa da Naná e da Vitória? E obviamente da Bia, da Luísa, da Laura? Você está fomentando essa base porque agora a gente tem referências muito boas. Dar mais essa possibilidade à Vitória e à Naná. Na verdade, nós não estamos dando nada. Elas merecem, fizeram por merecer, pelos resultados. E a gente torce para que elas consigam fazer essa transição.
De novo, sem pressa, acho que muito na linha do João Fonseca. Cada um tem seu tempo. Então, a gente só quer estar aqui para apoiar elas. A gente sabe que o SP Open é um holofote para elas poderem mostrar o que elas podem fazer, para atrair novos parceiros, novos investidores, para deixar o público mais perto delas também, porque acho que isso é relevante. No caso, para elas poderem ter mais vontade e gana para chegar lá.
Ano passado elas eram muito jovens, ainda são muito jovens, mas acho que elas têm um pouquinho mais de bagagem. Esse ano quem sabe elas conseguem fazer alguma coisa ainda mais especial.
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Voltando ao impacto da primeira edição. Como ela refletiu no mercado? Houve maior investimento e maior interesse de marcas no SP Open?
Olha, a primeira edição foi bastante positiva. Tirar um evento do papel requer credibilidade e nisso a equipe da IMM (empresa promotora do SP Open) tem um papel fundamental, liderado pela Marcia Casz, pelo Enio Ribeiro, pela equipe comercial que conseguiu atrair grandes marcas desde a primeira edição.
A verdade é que a nossa recorrência de patrocinador é muito grande e isso já atesta um um fator bem relevante e positivo para gente de marcas querendo retornar para a segunda edição. Algumas delas querendo investir mais, ter mais visibilidade, ter mais conexão e isso para gente é um uma métrica importante, que a gente sempre acompanha de perto.
A gente tem duas marcas novas parceiras muito muito fortes, líderes de segmento: o Bradesco, na área financeira, e a Mercedes-Benz, na questão do carro. Isso também atesta muito desse momento especial do SP Open. Nós somos um evento muito jovem. A gente está na segunda edição e não consegue ainda fazer comparações muito realistas de um ano para outro.
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Acho que precisa ainda de algum tempo para ver exatamente qual é esse movimento. A gente sabe que, pela pela qualidade das marcas e pelo interesse delas em ativarem no SP Open e ativarem a plataforma de tênis, que estamos no caminho certo. A gente tem grandes planos ambiciosos para o futuro com o SP, mas vamos respeitar o processo de maturação.
Como o objetivo é fazer o evento crescer, houve alguma mudança considerável na estrutura no Parque Villa-Lobos que valha a pena destacar?
Sim, tem duas mudanças estruturais que o público vai perceber. Uma que a quadra central vai ter uma adição de 300 lugares a mais. Então, a gente está fazendo uma alteração em uma das arquibancadas para poder comportar esse aumento de capacidade, então ela vai de 2.500 para 2.800 pessoas.
E o Boulevard também. A gente vai fazer algumas alterações porque a gente viu que no ano passado foi um dos pontos altos, onde as pessoas congregavam, se relacionavam. O clima de São Paulo, acho que é muito propício nessa época do ano. Então, a gente vai ampliar em tamanho, criar mais áreas cobertas também, mas, principalmente, a gente está buscando fazer mais atrações no Boulevard.
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Vamos montar um palco e um telão que já existia, mas vai aumentar o telão e vai colocar um palco na frente, para gente poder fazer Q&A com atletas, sessão de autógrafos, possivelmente fazer algumas ações de gravação de conteúdo com criadores.
Essas as duas principais alterações mudanças estruturais. Falando com a maior humildade, é que a gente acertou tanto no primeiro ano, a gente mesmo ficou surpreso que ficou tão bom, que a gente não quer também mexer demais e errar a mão.
No ano passado, os ingressos se esgotaram muito rapidamente. Dessa vez, isso não se repetiu. Talvez o fato novidade tenha pesado em 2025? Consegue pensar em uma explicação para essa diferença?
Não tenho essa resposta para você. Qualquer coisa que eu falar seria um chute, porque o evento ainda está nesse processo de maturação, ganhando o corpo. Ano passado, como você falou, era uma novidade, mas esse ano a gente fez o lançamento até com mais tempo do evento, então quem sabe não é por isso? Ano passado, a gente lançou os ingressos mais próximos, ficou mais comprimido.
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A gente tem a expectativa de superar o número de pessoas de 2025, até porque a gente ainda está crescendo um pouco a quadra. A gente acredita que vai dar sold-out de todas as sessões até o começo do evento. Acho que até entendendo melhor o nosso público, a gente é muito consciente em relação à precificação de ingresso, a ter opções de ingressos acessíveis para as pessoas que não são do tênis poderem viver um pouco a experiência, entendendo se elas querem fazer parte desse ecossistema.
A gente olha tudo com muito cuidado, não tenho a resposta exata, mas não é algo que a gente está preocupado, é algo que a gente está super confiante ainda. Estamos preocupados em ter tempo bom. Essa, sim, é uma preocupação. A gente acredita que vai ter casa cheia todos os dias.
Você falou que a expectativa é superar ano passado, quando cerca de 33 mil pessoas foram ao SP Open? Em números, o que esperar do público deste ano?
Como eu falei, a gente está crescendo a quadra em 300 lugares e ano passado a gente teve praticamente sold out em todas as sessões. Possivelmente, a gente vai superar as 35 mil pessoas. Acho que a gente também não busca só isso. Não é a métrica mais importante ter mais gente. Busca muito mais essa questão da qualidade do serviço, é por isso que a gente faz passos bem conservadores em relação à expansão.
Uma vez que você aumenta o número dentro quadra, você coloca mais gente no complexo, você precisa de mais área de alimentação, mais banheiros, mais segurança, mais serviços de limpeza. E isso tudo isso tudo precisa vir junto. Então, a gente não gosta de dar um passo maior que a perna. Acho que um exemplo é anúncio do Rio Open. O anúncio do Rio Open que a gente fez, na semana passada, foi um passo enorme.
Foram praticamente dois anos de planejamento, da gente ter estudos e números, e a equipe de produção toda trabalhando, focada para ter certeza que a gente mantém esse nível de qualidade de entrega. Acho que no SP foram 33 mil, a gente vai buscar superar os 35 mil em 2026, mas sempre mantendo esse padrão de qualidade reconhecido pelo público. Acho que esse é o principal ponto.
Hoje, o SP Open tem contrato com a WTA até 2027. Como estão as conversas para estender o torneio por mais tempo e o quanto isso está condicionado a objetivos que precisam ser atingidos em 2026 e 2027?
As conversas são constantes. Quais são os próximos passos? É o que eu acabei de comentar sobre o Rio Open. A gente está sempre pensando dois, três anos lá na frente. A intenção certamente é se manter em São Paulo. O evento é muito jovem, mas já tem uma relevância legal, recorrência muito bacana do público. A gente lançou, em 2025, uma receita de bolo nova, muito no molde da receita de bolo do Rio Open, mas adaptada a São Paulo e deu super certo.
Sem querer colocar timelines e datas, a intenção é estender, ficar em São Paulo por mais cinco, 10, 15, 20 anos. A gente quer continuar trabalhando na plataforma do tênis aqui. Existe uma parceria muito forte com a Prefeitura também, e todas as marcas que estão são parceiras e querem continuar se relacionando com o mercado do tênis de São Paulo.
O mercado do tênis está vivendo um momento muito especial no Brasil. A gente nunca teve tantas marcas querendo fazer parte, tanta mídia cobrindo. Você tem influenciadores digitais focados em tênis, coisas que há três, quatro, cinco anos atrás não existiam.
Quando você fala de marcas só entre SP e Rio Open, são aproximadamente 75, 80 marcas parceiras. A gente tem marcas de praticamente todos os segmentos. Então, assim, seria um erro estratégico de qualquer gestor sair desse mercado nesse momento. Acho que está todo mundo focado para fazer isso funcionar.
Agora que a gente construiu esse produto durante tantos anos, que é o esporte, o tênis, a gente quer continuar se beneficiando, tentando fazer com que esse esporte seja cada vez mais popular, que um dia chegue na popularidade do futebol. Tomara que eu esteja vivo para isso, mas a gente vai seguir trabalhando. Mas é possível, é possível. O João João Fonseca já está mais popular que o Neymar, hein?
Você vê o Villa-Lobos como o lugar ideal para continuar sendo a sede do SP Open, mesmo se o torneio ganhar proporções maiores?
Sim, sim, a gente está super feliz com a nossa decisão de ter levado para o Parque Villa-Lobos. Tem uma relação ótima com os gestores do parque, eles são muito abertos a todos os pedidos que a gente faz. Essa é a grande vantagem do parque. O parque é muito espaçoso. Se a gente precisar expandir o evento, tem para onde ir
Existe uma parte de legado que eu acho que é muito relevante dentro do parque, que é a gente reformar as quadras todos os anos, poder deixar como um legado. Muitos amigos meus que jogaram nas quadras depois do SP falam que a quadra é legal, que tem um novo equipamento reformado para poder praticar o tênis. Enfim, quadras públicas. Acho que tem todass as métricas que a gente busca num local para fazer o evento.
A a primeira edição foi muito boa e temos toda a intenção de seguir o evento lá, expandindo, possivelmente construindo mais quadras. Enfim, criando mais espaços, a gente consegue fazer o Parque Vila-Lobo virar o Parque do Tênis do Brasil.
Acho que seria excelente se um dia a gente conseguisse chegar nesse momento onde tivesse essa associação do tênis com o parque, dado essa essa história de sucesso que a gente está construindo junto com o SP Open.
Claro que é cedo para pensar nisso. Mas São Paulo pode sonhar com um WTA 500?
É uma pergunta super justa de fazer. É uma pergunta que a gente responde desde a primeira edição do Rio Open. Eu, respondendo a sua pergunta bem objetivamente, sim, acho que existe a intenção e a possibilidade de um dia fazer um evento maior. Tudo isso sempre depende de disponibilidade de mercado, de fatores macroeconômicos.
Tem toda uma questão por trás, não é simplesmente mudar. A gente não pode simplesmente mudar o SP Open de 250 para 500. A gente precisa ou adquirir uma nova licença de 500 ou achar alguma licença que quer alugar para um outro promotor. Então, a gente está sempre em conversas no mercado, sempre. Acabei de voltar de Nova York, onde rolaram muitas conversas, inclusive nesse sentido.
Acho que tudo vai depender muito de como o evento se desenvolve, como as jogadoras se desenvolvem, também acho que isso é bem relevante, porque os 250, os 500 ainda são puxados pelo mercado local. Eles não são mandatórios, não conseguem garantir todas as tenistas tops. Então, a tenista da casa, normalmente do país, tem uma relevância muito grande.
Vamos ver como é a Vitória e a Naná se desenvolvem, se a Bia futuramente pode voltar também jogar e fazer coisas legais. A Luísa está num momento super especial, todos esses fatores ajudam muito nesse possível upgrade para um 500. Mas, não é algo que é tão simples, algo que a gente precisa fazer com muita calma, com muita parcimônia, com muito planejamento.
Vejo com bons olhos, acredito muito momento do tênis brasileiro para a gente conseguir fazer isso possível. Não tem uma timeline. Depende muito das oportunidades, mas sim, temos vontade. Ainda assim, a gente está bem contente com o 250.
O SP Open é provavelmente top 3 dos 250 no circuito da WTA, em termos de atratividade comercial, em termos de público, em termos de atenção de mídia, retorno de mídia, o que entrega dentro uma cidade como São Paulo, tem poucos WTA 250, mas em cidades tão grandes.
Normalmente, os 250 acabam sendo em cidades menores porque os torneios maiores já estão nessas cidades maiores. Quando você vai no calendário, você vê que São Paulo se destaca nesse quesito. Temos todos os ingredientes em mãos para um 250 muito forte com possibilidade para um 500, dependendo das oportunidades que aparecerem nos próximos anos.
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