Alfredo Henrique

Técnica de radiologia morreu com tiro na cabeça, após término de relacionamento com soldado da Polícia Militar, preso por decisão judicial

Alfredo Henrique

09/09/2026 17:14

Reprodução/WhatsApp e Arquivo Pessoal

Na noite que antecedeu sua morte, a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, conversou com a cunhada, por mensagem de texto, admitindo que havia tomado no dia anterior, ao menos, dez comprimidos de um sedativo para conseguir dormir.

O trecho em que ela admite o uso excessivo do medicamento foi obtido em primeira mão pela coluna (veja galeria abaixo).

4 imagens
1 de 4
Cunhada se preocupa com Larissa
Reprodução/WhatsApp
2 de 4
Ela admitiu ter tomado ao menos dez sedativos para dormir
Reprodução/WhatsApp
3 de 4
Larissa treinou tiro semanas antes de morrer
Arquivo Pessoal
4 de 4
Técnica em radiologia trocava mensagens com cunhada
Reprodução/WhatsApp e Arquivo Pessoal
Na manhã de domingo (6/9), Larissa morreu após ser ferida com um tiro na cabeça, disparado quando ela estava no banheiro da casa onde vivia com o soldado Vinícius Costa Silva, 26 — preso no dia seguinte, por decisão judicial.
O policial militar nega envolvimento na morte, afirmando, assim como sua defesa, que Larissa tirou a própria vida, após o relacionamento do casal ser encerrado, instantes antes do tiro fatal.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Remédio controlado
Antes do término definitivo, o casal passava por uma crise conjugal, como indicam mensagens de voz nas quais Larissa afirma à cunhada, Thamires Costa Mathias, que Vinícius estaria distante.
Por volta das 20h42 de sábado (5/9), Larissa responde à cunhada que “se tiver dificuldade” irá tomar clonazepam — medicamento de uso controlado que age no sistema nervoso central, com efeitos calmantes. Thamires demonstra preocupação, sugerindo para que Larissa não tome o medicamento.
“Capaz de vocês até brigarem por isso, ele [soldado Vinícius] falou que você tava mole”, escreveu Thamires.
Larissa então responde: “já estamos brigados, que diferença vai fazer [tomar mais medicamento]”, ao que Thamires afirma que, caso se medicar, “vai piorar” a situação, questionando quantos comprimidos Larissa havia tomado no dia anterior.
“Nem sei, quarto tava escudo… umas 10 [cápsulas] por aí”.
“Controlar emoções”
Thamires foi para a casa de Larissa e Vinícius já na noite de sexta-feira (4/9), fazendo companhia para a cunhada e o sobrinho, de 2 anos. Assistiram filme, pediram comida e até dormiram no sofá juntos. Vinícius chegou posteriormente, já de madrugada.
Segundo a cunhada disse à polícia, há cerca de duas semanas que Larissa estaria abalada, ficando “afetada” até mesmo com discussões e desentendimentos “menores”.
Dificuldade para acordar
Pela manhã, já de sábado, Thamires percebeu que Larissa não acordava. Ela só acordou após insistência do filho. Thamires afirmou ter então percebido que Larissa havia “ingerido uma quantidade muito grande de clonazepam”.
“Larissa ficou praticamente desacordada por algum tempo e, quando conseguiu acordar, estava muito debilitada, inclusive com dificuldade para andar normalmente, aparentando estar sob forte efeito do medicamento”.
Durante o sábado, segue o depoimento, Larissa teria permanecido deprimida, supostamente pelo uso abusivo do sedativo. Por esse motivo, e a pedido do irmão PM, Thamires afirmou que decidiu permanecer junto com Larissa.
Na manhã seguinte, após a técnica em radiologia e o soldado terminarem o relacionamento, Thamires afirma ter testemunhado a cunhada Larissa sair do quarto chorando. Em seguida, Larissa foi tomar banho, momento em que um forte estrondo retumbou pela casa. Ela foi encontrada em seguida, morta, com um tiro na cabeça.
As circunstância da morte são apuradas pela Polícia Civil. O caso, até o momento, é investigado como morte suspeita.


